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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Sobre o Festival Literário Internacional de Dourados FLID 2017
Presidente da ADL
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| Foto: ADL divulgação |
A ideia de realizar o Festival Literário Internacional de Dourados pela Academia Douradense de Letras surgiu com na gestão anterior da confreira Ivone Macieski, numa reunião com os membros diretoria presentes: Vice-Presidente Marcos Coelho, secretárias Ruth Hellmann e Maria A. Pontes, a segunda tesoureira Heleninha de Oliveira, que assumimos a ideia e o compromisso de conduzir essa proposta à sua realização.
Desse modo a parte ideológica inicial ficou a cargo do escritor Marcos Coelho, que na conversação com os confrades, na experiência haurida no cenário do Mersosul, na tônica dos últimos congressos, o tema Erva-Mate foi a proposta de elo entre os povos e países que participariam, propondo a esse ser realmente um grande e maravilhoso evento internacional.
E assim, foi feito, buscamos estrutura, dividimos tarefas, conquistamos parcerias e concorremos no FIC/MS, sendo aprovamos no projeto e também no recurso. O entrave foi a demora na liberação efetiva do recurso, o que demandou adiamento do sonho e mudança no cronograma da realização.
O que passou de uma gestão a outra, quando o Presidente Marcos Coelho assumiu a direção, o mesmo se comprometeu a realizar, expondo para a confraria participativa o que faria e como foi feito, abraçamos a causa e todos os que assumiram estiveram ali apoiando de vários modos, culminando a sua realização em 27, 28 29 e 30 abril de 2017. Sendo essa uma das atividades em comemoração aos 25 anos, o Jubileu de Prata da Academia Douradense de Letras, com seus muitos amigos e parceiros inumeráveis.
A Academia Douradense de Letras lançou o projeto dessa Antologia dos 25 anos no FLID 2017.
Considerações finais
Estar à frente de uma instituição tão importante como a Academia Douradense de Letras traduz uma grande responsabilidade em saber honrá-la na saudação ao tempo de excelência que teve no afã de guardiã das belas letras. Esta antologia traduz um tanto dessa passagem de tempo, 25 anos de fundação, com todos os que as fundaram, com os que hoje saudosos, traduzem a imortalidade nas palavras que deixaram grafadas nas linhas da nossa história. Tenho a gratíssima honra de grafar aqui a saudação à sua história, brindando essa confraria literária com um singelo brinde do que somos capazes, sendo aqui uma singela semente que plantada continuará produzindo.
Assumindo a presidência da ADL, pude perceber o legado de meus saudosos amigos, essas pessoas que respeitei em vida e, hoje, na imortalidade das suas produções, chamo-os confrades. Conheci tão proximamente ao Ildefonso Ribeiro e ao José Pereira Lins, também pelo respeito e admiração ao meu antecessor na cadeira de nº 06 - Dr. Joaquim Lourenço Filho, esses indivíduos impares, que souberam na grafia da história respeitar os registros da palavra, da legítima boa palavra, da palavra que encanta, que constrói, que edifica erigindo construções sólidas no imaginário da palavra, haurindo o melhor do espírito humano, daqueles que, neófitos como eu, foram impelidos a persistir na jornada AD INFINITUM PER ANGUSTA, cujo trajeto é dado a quem de fato se lance ao desconhecido da palavra, do conceptual criativo, da capacidade de sonhar, de registrar história, sabendo e aprimorando a arte e o manejo da pena da escrita.
A nossa antologia não pode registrar todo nosso potencial, antes uma amostragem do potencial de alguns de nossos membros que, gentilmente, contribuíram com esse registro e celebração ao Jubileu de Prata da ADL. Aqui agradeço aos que colaboraram conosco nesse trabalho, aos que compõem a confraria na atualidade, aos que contribuem diariamente para que sejamos a Academia Douradense de Letras. Sobretudo, agradecemos a juventude da Academia Douradense de Letras Jovem, aos fundadores da ADL, ao confrade Waldir Francisco Guerra que acreditou e nos brindou com a publicação dessa antologia, a Confreira Heleninha de Oliveira, a Confreira Odila Schwingel Lange por contatá-lo, a Confreira Ruth Hellmann que nos brindou com o cordel da ADL e da ADL-Jovem, a Biblio Editora, do nosso Confrade Rogério Fernandes Lemes pelo trabalho editorial, a todos que compomos a história da ADL.
Agradeço a essa diretoria pelo incentivo, Vice-Presidente Ivone Macieski, Secretários Maria A. Pontes e Nicanor Coelho, Tesoureiros Merlinton João Braff e Heleninha de Oliveira, que me apoiaram e tornou possível chegar até aqui e realizar esse trabalho.
Ao Escritor Argentino Marcelo Moreyra, esse meu grande incentivador e meu “padrinho literário”, escritor de respeito que brindou à nossa Academia Douradense de Letras, pelos anos de amizade com nossos escritores como Odila Lange, Ruth Hellmann, Iracema Tibúrcio e Marcos Coelho, com dois poemas premiados para saudar aos 25 anos de nossa Confraria.
Considero, enfim, ter alcançado o melhor na tarefa do registro a que me propus, deixando mais uma contribuição para as futuras gerações que nos seguirão na história das belas letras.
Amor, liberdade, sentimento, pulsação...
Marcos Coelho
Presidente da ADL
Liberdade de sentir,
O envolver, a relação...
Tons de escuridão,
Tudo ali acorda a paixão...
Tons de transpiração,
A pele transpira pura sedução,
Os poros exalam amor,
O olhar derrete as resistências,
O pensamento invade os sentimentos,
Sempre, de novo, novamente,
Amanhece a luz do sol dentro de si,
O vulcão desperta erupções,
Rompantes de vontades,
A saliva viçosa,
Os lábios quentes e famintos,
Tudo é envolvente,
Os retalhos, então, se unem,
A colcha vai sendo cosida a cada toque,
A cada beijo, a cada cheiro, a cada olhar,
O perfume da flor, o beija-flor...
A rosa exala o olor, suave perfume...
O toque suave no lençol de seda, o cetim...
Essa história de amor não tem fim...
Daí, empresta-se a pena ao poeta,
Exala-se amor tal como um jardim pleno de borboletas coloridas,
Para que em suas cores tenha sua inspiração,
E ele, assim, traduza a prosa do coração,
Ao suave toque da música da alma,
Na harmonia do acorde bem tocado em pulsação,
Ele ouça o tom, o toque, a cor e o sentimento desse som...
Na linha, o tempo, a palavra, o sentir...
Surgem combinações, eternidades,
Vida e vida, sempre e sempre, amor, sim,
Eternamente o sentimento e a história,
O poema, a palavra, eternamente: a POESIA.
Presidente da ADL
Liberdade de sentir,
O envolver, a relação...
Tons de escuridão,
Tudo ali acorda a paixão...
Tons de transpiração,
A pele transpira pura sedução,
Os poros exalam amor,
O olhar derrete as resistências,
O pensamento invade os sentimentos,
Sempre, de novo, novamente,
Amanhece a luz do sol dentro de si,
O vulcão desperta erupções,
Rompantes de vontades,
A saliva viçosa,
Os lábios quentes e famintos,
Tudo é envolvente,
Os retalhos, então, se unem,
A colcha vai sendo cosida a cada toque,
A cada beijo, a cada cheiro, a cada olhar,
O perfume da flor, o beija-flor...
A rosa exala o olor, suave perfume...
O toque suave no lençol de seda, o cetim...
Essa história de amor não tem fim...
Daí, empresta-se a pena ao poeta,
Exala-se amor tal como um jardim pleno de borboletas coloridas,
Para que em suas cores tenha sua inspiração,
E ele, assim, traduza a prosa do coração,
Ao suave toque da música da alma,
Na harmonia do acorde bem tocado em pulsação,
Ele ouça o tom, o toque, a cor e o sentimento desse som...
Na linha, o tempo, a palavra, o sentir...
Surgem combinações, eternidades,
Vida e vida, sempre e sempre, amor, sim,
Eternamente o sentimento e a história,
O poema, a palavra, eternamente: a POESIA.
domingo, 25 de fevereiro de 2018
A Poesia e a Lírica do Sentimento
Marcos Coelho
Presidente da ADL
O Poeta senta na pedra do tempo...
Observando a colina do
pensamento...
Fala seu nome e ouve o eco
do sentimento...
O resistir é impossível...
É como o nascer do dia...
Como o cantarolar dos
pássaros na chuva de verão...
É como o arco-íris nos
pingos de chuva na luz do sol...
É como a música do vento
no arrebol...
É como olhar o amor sem amar...
É como ter olhos e não mirar
a amplidão...
Como ver a rosa e não sentir
o perfume a exalar...
É como acender a vela sem clarear...
É como acender a lareira e a
madeira não queimar...
Ainda que não queime,
faz uma fumaceira danada!
É palavra no reverso da
palavra em poesia...
É um entoar que vem de
dentro da alma...
É a lágrima que brota em palavras,
Escorre em tinta pelo papel...
Conversando com ninguém...
Contando uma prosa sem sentido...
Um prosear sem ninguém
para conversar...
Conviver é versar palavras
em arte de viver...
Verso também é sinalizar que
se está a morrer...
É um não saber o que dizer
quando se sente só...
A solidão é um verso triste
do poema...
A riqueza é o entoar de alegria...
É esquecer a tristeza quando
se faz poesia...
É parar o tempo para não morrer...
É um eternizar para nunca esquecer... É o ouvir o reclamar
e transformar...
São orvalhos doces da flor...
Néctar suave, ciência, poder,
sabedoria... Fonte inesquecível,
poesia é viver... É fé, é teologia, é anarquia, é revolta...
É esquecimento, é lembrança,
É contraste, é traste, é tudo,
é nada... Serve e não serve, calça e descalça... Dança e aquieta...
Mexe, remexe, dissolve, concreta...
É noite, é dia, é chuva,
é água, é fogo, são labaredas...
Paixão, Amor e Ódio,
Dor, Ausência...
Realidade, Melancolia...
Quem diria, Quem ouviria,
Quem Escreveria?
Se não fosse o poeta,
a poetisa, a sacerdotisa,
O artesão, o formão, a grafia
em pedra, em tela, em papel...
Em peles, à flor da pele,
no olhar e na poesia...
Não haveria história, não haveria na vida, MELODIA.
Presidente da ADL
O Poeta senta na pedra do tempo...
Observando a colina do
pensamento...
Fala seu nome e ouve o eco
do sentimento...
O resistir é impossível...
É como o nascer do dia...
Como o cantarolar dos
pássaros na chuva de verão...
É como o arco-íris nos
pingos de chuva na luz do sol...
É como a música do vento
no arrebol...
É como olhar o amor sem amar...
É como ter olhos e não mirar
a amplidão...
Como ver a rosa e não sentir
o perfume a exalar...
É como acender a vela sem clarear...
É como acender a lareira e a
madeira não queimar...
Ainda que não queime,
faz uma fumaceira danada!
É palavra no reverso da
palavra em poesia...
É um entoar que vem de
dentro da alma...
É a lágrima que brota em palavras,
Escorre em tinta pelo papel...
Conversando com ninguém...
Contando uma prosa sem sentido...
Um prosear sem ninguém
para conversar...
Conviver é versar palavras
em arte de viver...
Verso também é sinalizar que
se está a morrer...
É um não saber o que dizer
quando se sente só...
A solidão é um verso triste
do poema...
A riqueza é o entoar de alegria...
É esquecer a tristeza quando
se faz poesia...
É parar o tempo para não morrer...
É um eternizar para nunca esquecer... É o ouvir o reclamar
e transformar...
São orvalhos doces da flor...
Néctar suave, ciência, poder,
sabedoria... Fonte inesquecível,
poesia é viver... É fé, é teologia, é anarquia, é revolta...
É esquecimento, é lembrança,
É contraste, é traste, é tudo,
é nada... Serve e não serve, calça e descalça... Dança e aquieta...
Mexe, remexe, dissolve, concreta...
É noite, é dia, é chuva,
é água, é fogo, são labaredas...
Paixão, Amor e Ódio,
Dor, Ausência...
Realidade, Melancolia...
Quem diria, Quem ouviria,
Quem Escreveria?
Se não fosse o poeta,
a poetisa, a sacerdotisa,
O artesão, o formão, a grafia
em pedra, em tela, em papel...
Em peles, à flor da pele,
no olhar e na poesia...
Não haveria história, não haveria na vida, MELODIA.
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